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Industria prevê investir mais em 2010 mostra FGV

18/01/2010 01:36
48% das empresas dizem aumentar os investimentos este ano   As projeções de investimentos da indústria brasileira em 2010 são mais favoráveis que no ano passado, que foi afetado pela crise financeira mundial, mas ainda inferiores às de 2008, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV),...

 

Será oferecido milhões de empregos em 2010 afirma ministro do trabalho Carlos Lupi.

 



Criação de mais de 2 milhões de empregos no Brasil em 2010. Essa é a expectativa do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que esteve ontem em Belo Horizonte. Reunido com cerca de 70 empresários na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), lembrou que não acreditaram nele quando ele previa a criação de 1 milhão de empregos para 2009.

Segundo o ministro, da mesma forma, as pessoas podem achar que a previsão dele para 2010 é maluca. Mas, no fim do ano que vem, terão de reconhecer que ele estava certa, afirmou. Para Lupi, a criação de novos empregos é a melhor prova de que o Brasil entrou numa fase de crescimento sustentável.

Irônico, ele disse que nunca viu empresa em situação ruim contratar como as empresas brasileiras estão contratando agora. De acordo com o ministro, o Brasil é hoje a "meca dos investimentos".

Lupi evitou comentar sobre a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais e argumentou que esta é uma questão para ser resolvida pelo Congresso. No entanto, deixou claro que vê com bons olhos as experiências de flexibilização dos contratos de trabalho negociadas entre empresas e sindicatos. Segundo ele, enquanto alguns setores demandam 40 horas semanais de trabalho, outros precisam de 44 horas.

O ministro pediu colaboração da imprensa para conscientizar a população de baixa renda da importância de aderir aos programas de qualificação profissional para beneficiários do Bolsa Família.

De acordo com o ministro, essa população, sobretudo no Nordeste, ainda tem dificuldade para compreender que, com qualificação, poderá encontrar emprego para ganhar até dez vezes o valor do benefício do governo. A maior parte dos cursos estão concentrados em funções para a construção civil, um dos setores mais aquecidos da economia nacional.

Fonte: Jornal da Tarde

PSA Peugeout Citröen investem R$ 91 milhões em usinagem de motores

 

Se puder investir em momento de crise, então invista para estar bem posicionado na hora da retomada do mercado. A frase, comumente utilizada pelos economistas em tempos de turbulência econômica, define exatamente a estratégia utilizada pelo Grupo PSA Peugeot Citroën para investir R$ 91 milhões na construção da nova unidade de usinagem de motores no complexo de Porto Real, no Rio de Janeiro. A fábrica, inaugurada nesta sexta-feira (31), tem capacidade para produzir 100 mil blocos de ferro e 80 mil cabeçotes de alumínio por ano para motores 1,6 litros bicombustível e a gasolina.

Esta é a primeira fábrica de usinagem de motores do grupo construída no Brasil. Até então, os componentes de propulsores eram importados da fábrica na Argentina. Assim, a empresa passa a reduzir custos com importação e a otimizar processos logísticos, o que garantirá mais agilidade na produção para atender às demandas do mercado brasileiro, que já responde positivamente à indústria automobilística nacional, apesar da crise no mundo. 

“A decisão é estratégica para nossos planos no Brasil, pois garante maior independência no aspecto da demanda e da redução dos custos”, afirma o presidente do grupo PSA no Brasil e na América Latina, Vincent Rambaud. Tal produção atenderá os modelos Citroën C3 e Xsara Picasso e Peugeot 207, 207 SW e 207 Passion fabricados em Porto Real. Os propulsores também são exportados para a Argentina, para a produção do Peugeot 307 e 307 Sedan e os Citroën C4 e C4 Pallas.

 

Cálculo errado

Vincent Rambaud não revela se haverá aumento da produção de veículos no complexo de Porto Real, entretanto, reconhece que o grupo tenha perdido participação de mercado devido ao descompasso entre produção e demanda. Segundo ele, a matriz não esperava que o governo brasileiro agisse de forma tão rápida com a redução do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) e que o mercado voltasse ao patamar de vendas observado de janeiro a setembro de 2008 – período pré-crise.

Além disso, Rambaud afirma que as compras dos consumidores brasileiros se concentraram nos automóveis populares e utilitários esportivos. “Nós não iremos investir em carros populares, talvez o segmento de SUV seja uma lacuna que preencheremos futuramente”. Em junho, a participação de mercado do grupo (somando as duas marcas) ficou em 5,1%.

Apesar dos “contratempos”, o grupo está animado com o desempenho brasileiro, muito longe do observado em outras regiões do mundo, especialmente na Europa. Nesta semana, a PSA anunciou perdas mundiais de 826 milhões de euros no primeiro semestre, resultado não comentado nesta sexta-feira por Vincent Rambaud.

De acordo com o executivo, as projeções do grupo continuam as mesmas para o país, com venda de 300 mil veículos neste ano. “Vamos manter as mesmas projeções, os investimentos e os lançamentos, talvez em ritmo diferente do que pensávamos”, ressalta. Peugeot e Citroën ainda reservam mais cinco lançamentos para o ano que vem.

 

Grupo vai investir na marca Peugeot

Os planos do grupo também reservam crescimento de cerca de 1% de participação no mercado nacional a cada ano. Para isso, a companhia investirá na imagem da marca Peugeot. “O ano de 2010 será muito forte em lançamentos para o grupo no Brasil e Argentina”, ressalta.

Para tanto, contratações em curto prazo não foram descartadas e a nova unidade de usinagem de motores tem espaço para a ampliação da capacidade em 20%. Assim, se o mercado brasileiro confirmar que realmente saiu da crise, os franceses da PSA voltarão a colocar o pé no acelerador. 

Fonte : Globo